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E no meio da expedição tinha um rio… o Rio Amazonas!

Já se imaginou navegando pelo rio Amazonas? Para quem curte natureza é um sonho, não é? Pois bem, durante as duas noites que passamos em cima de uma balsa gigante junto com os nossos carros, barracas, muitas outras coisas que estavam sendo transportada pelos moradores das comunidades ribeirinhas e uma tempestade violenta, eu vivi um sonho com momentos de pesadelos.

Essa aventura aconteceu durante a TAC 2014. Chegou um momento da viagem que para continuar o nosso trajeto só nos restou colocar os doze carros em cima de uma balsa gigante para chegar em Juriti, um dos  nossos destinos. E assim fizemos. Arrumamos os carros naquele pranchão gigante e armamos uma espécie de tenda no meio. Ali virou o nosso acampamento e área de lazer para o dominó, churrasco e resenhas.  Tudo muito animado e empolgante, afinal de contas, não é todo dia que damos um “rolé” pelo rio Amazonas, concordam?  Mas o que não estávamos esperando era a companhia de uma tempestade. Podem imaginar uma MEGA tempestade, daquelas que você para e pensa: o fim do mundo é hoje!

A chuva não veio sozinha, trouxe como companheira uma ventania sinistra. A sensação era UNIVERSAL naquela balsa: Vamos sair voando! Eu preferi ficar na minha barraca, mas até hoje não sei se foi uma boa ideia… nessa época estávamos com um troller e como ele é um carro alto, a nossa barraca de teto ficou bem alta também, o que terminou me dando mais pânico naquela ventania. Como a embarcação balançava muito, tudo balança também, imaginem eu na barraca alta? A cena não saia da minha mente: me via sendo jogada com barraca e tudo dentro do rio. E para completar o cenário desesperador, a embarcação não tinha um farol ligado o tempo todo. A maior parte da tempestade foi no escuro. Eles utilizam uma espécie de lanterna bem fortona na embarcação, olham em volta e segue viagem na escuridão. Não fica iluminando o percurso o tempo todo.

E não parou por aí, ainda tinham os troncos de árvores que desciam pela correnteza e se batiam na embarcação. Aqueles troncos foram as “cerejinhas do bolo”. Além da chuva, vento, escuridão e frio, os troncos batendo com toda força do mundo contra a embarcação, deixou a situação tão tensa que o capitão adentrou pelo meio da vegetação e resolveu parar e esperar a tempestade passar para prosseguir viagem. E foi nesse momento que, em meio a todo aquele pânico, me deu um insight de abrir a janelinha da barraca e ligar a lanterna para olhar o que tinha em volta. Foi a vez do sonho, dos muitos sonhos: milhares de passarinhos, tipo desenho animado, se abrigavam nos galhos das árvores se protegendo da chuva. Uma das cenas mais lindas da minha vida.  Esse papai do céu é mesmo um sábio!

E assim entre pesadelos e sonhos, nós passamos duas noites e um dia inteiro navegando pelo Rio Amazonas.  E querem saber? Faria tudo outra vez, muitas e muitas vezes. Porque o que levamos dessa vida de trilheiros e aventureiros que somos, são os melhores momentos!

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